Padre Luís: Vida e Obra

Dados Biográficos do Nosso Patrono

O Patrono desta Fundação, Padre Luís Gonçalves de Pinho Rocha, nasceu a 19 de Maio de 1872, em Pinhão, na Freguesia de Pindelo, Concelho de Oliveira de Azeméis.

No ano lectivo de 1887/1888, pediu a sua admissão no Seminário de Nossa Senhora do Rosário dos Carvalhos (hoje transformado em Lar Juvenil), para os estudos preparatórios do Curso de Teologia.

Foi ordenado presbítero em 1897, na Catedral do Porto, com 25 anos de idade, pelo Cardeal D. Américo.

Iniciou a sua actividade pastoral em Oliveira do Douro, embora, dada a sua saúde frágil, nunca tenha assumido funções paroquiais, limitando-se a colaborar nelas. Foi um sacerdote que se dedicou fervorosamente à sua missão evangélica (foi Capelão do Colégio do Sardão; criou e desenvolveu o Santuário do Monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia, em honra a Nossa Senhora da Conceição), tendo sido durante vários anos o seu responsável. Foi, todavia, no campo da solidariedade social, nomeadamente para com as crianças, que o seu nome ficou indelevelmente ligado à Comunidade envolvente.

O Monte da Virgem é, actualmente, o espaço mais vasto do Município, destinado a lazer e a culto Mariano.

Definido, desde sempre, o seu ideal de vida – como Cristo viveu na pobreza, inteiramente dedicado ao bem do próximo – foi esse mesmo amor que o encaminhou para a vida de ensino, certo de que esse seria o melhor apoio a ofertar aos mais desafortunados, pois lhes permitiria que obviassem por si mesmos as suas próprias necessidades; começou por leccionar a adultos a quem dava aulas nocturnas, numa sala cedida em casa de amigos, alargando os seus ensinamentos, pouco tempo depois, a aulas diurnas a crianças.

Ciente das dificuldades que alguns alunos sentiam em arranjar colocação, frequentou aulas de Inglês e Contabilidade, para estar apto a ensinar estas disciplinas e começou a leccioná-las também nas suas aulas nocturnas, frequentadas maioritariamente por discípulos empregados nas Caves de Vinho do Porto.

Em virtude da vasta afluência de alunos e sentindo que estava a sacrificar as pessoas amigas que lhe cediam o espaço, optou por alugar uma casa onde pudesse leccionar.

Assim nasceu a Escola Oliveirense (ainda no tempo da Monarquia), situada no Largo da Lavandeira, em Oliveira do Douro, onde existe, ainda hoje, uma placa identificativa dessa presença.

Bastante mais tarde, amigos e antigos alunos insistiram para que ele adquirisse um pequeno edifício térreo, à venda na Rua das Sete Estrelas (a actual Rua do Padre Luís), por reunir condições que lhe permitiriam, simultaneamente, viver e leccionar.
O prestígio da escola era tal que teve alunos não só de Oliveira do Douro, mas também das freguesias limítrofes: Mafamude, Santa Marinha, Pedroso, Lever, Avintes, Vilar de Andorinho, etc. Existe uma relação manuscrita pelo próprio Padre Luís e guardada na Sala – Museu da Fundação, que espelha a quantidade de alunos aprovados e admitidos aos liceus, desde o início da Escola até 1957, ano em que o Padre Luís faleceu.

Criou, ainda, o Círculo Católico de Operários, em Oliveira do Douro.

A Fundação Padre Luís, no sentido de dar resposta às necessidades emergentes e atender às necessidades dos seus utentes, orienta os seus processos de gestão pelo Sistema de Gestão da Qualidade. Para tal, existem diversas parcerias com várias entidades tais como: Centro Distrital da Segurança Social do Porto, Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação da Universidade do Porto, União Distrital das IPSS, EAPN, APPACDM, Centro de Reabilitação da Granja, Centro de Formação Profissional Integrada, Escola dos Carvalhos e Escola Profissional de Gaia.

Esta Fundação é pertença do Paço Episcopal do Porto, o qual nomeia o seu Conselho de Administração, formado por 5 elementos, e o Conselho Fiscal, formado por 3 elementos. O Reverendo Padre Avelino Jorge Soares é o Delegado Episcopal na Fundação. Existe, ainda, uma Liga de Amigos que apoia económica e humanitariamente as crianças mais carenciadas, que frequentam a Fundação.”